GUERRA DO PARAGUAI – 150 ANOS

A Guerra do Paraguai, o maior conflito armado ocorrido na América do Sul, é um tema recorrente em provas de vestibular e no Exame Nacional do Ensino Médio. O Enem 2014, realizado em novembro, teve uma questão relativa ao tema na prova de ciências humanas. Os 150 anos do início da guerra não deve mudar a rotina dos vestibulandos no próximo ano. Professores ouvidos pelo G1 dizem que o tema já é muito cobrado nas provas por sua importância histórica, e o aniversário, marcado neste mês de dezembro, será apenas mais um diferencial.

“Nos últimos três anos apareceram nas provas de universidades públicas seis questões dissertativas e nove de múltipla escolha sobre a Guerra do Paraguai”, diz um dos professores ouvidos na entrevista.

Para outro professor, o tema permite uma relação com os dias atuais como a abordagem do papel do Mercosul e do Exército. “Independente do aniversário é importante lançar o olhar sobre o assunto porque traz desdobramentos para aquele período e para o mundo contemporâneo, como por exemplo, a inserção do Brasil dentro dos países do Cone Sul.”

Um deles afirma que como a data dos 150 anos do início do conflito vai ocorrer neste ano, o gancho do aniversário não serve de grande chamariz para as provas de 2015. “Mas este é um tema que sempre cai, independente de ter uma data.”

Interpretações diferentes
A Guerra do Paraguai possui duas interpretações: a mais tradicional, dos historiadores dos anos 70 que defende que a versão de uma guerra imperialista provocada pela Inglaterra, e uma nova versão que defende que a Inglaterra não teve a participação direta nos interesses do conflito.

“O vestibular não cobra qual das duas versões são corretas, porque a verdade histórica é uma questão de ponto de vista e não se cobra isso do aluno”, afirma o professor. Segundo ele, o que pode aparecer em questões são associações com temas da atualidade, além de outras abordagens, como o a discussão sobre o ponto de vista do negros que “já caiu várias vezes”.

Um dos professores entrevistados lembra que nos últimos anos foram mudando a interpretação sobre a guerra. “Por muito tempo se colocou a guerra na conta da agressão do Paraguai, ou num suposto interesse megalomaníaco do líder paraguaio Solano Lopez, ou no interesse dos ingleses. Hoje a interpretação histórica mais aceita é que o Brasil estava aumentando a interferência na América do Sul e ganhando influência no Uruguai e Argentina. Na visão de hoje, o agressor é muito mais o Brasil do que o próprio Paraguai.”

Adaptado – Fonte: G1

 

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