São Paulo – Instabilidade política, crise econômica, desemprego, inflação, manifestações… Esses são alguns dos ingredientes que inflaram um longo processo de renúncias e impeachments na América do Sul.

De acordo com um levantamento do Centro de Estudios Nueva Mayoría, desde o impeachment do então presidente Fernando Collor, em 1992, nossos vizinhos já viram dez presidentes serem obrigados a deixar o comando do país.

A frequência de afastamentos na década de 1990 fez a América do Sul gerar desconfiança no exterior. Diziam que os países tinham substituído o golpe militar pelo impeachment.

Embora internacionalmente houvesse a crítica de fragilidade política, o afastamento de Collor foi interpretado como amadurecimento da democracia, após o fim do regime militar.

O professor de Relações Internacionais da Universidade de Brasília (UnB) Thiago Gehre corrobora a tese de que os casos de afastamento de presidentes na América Latina mostram um fortalecimento da democracia na região.

Ele destaca que isso ocorre pela herança de regimes ditatoriais.

O impeachment de Dilma, para ele, entretanto, não se justifica. “Existe a possibilidade de aumentar a crise política e instabilidade social.”

Saiba o que levou os presidentes a seguir a serem apeados do cargo.