Vestibular: bônus maior já em 2016

Com a ampliação do bônus concedido pelo Programa de Ação Afirmativa e Inclusão Social (PAAIS), aprovada esta semana pelo Conselho Universitário (Consu), já a partir do próximo Vestibular serão adicionados 60 pontos às notas da primeira fase dos candidatos oriundos de escola pública e outros 20 pontos para candidatos que se autodeclararem pretos, pardos ou indígenas (de acordo com nomenclatura utilizada pelo IBGE) e que também tenham cursado o ensino médio integralmente em escolas da rede pública.

Além da bonificação na primeira fase, os candidatos de escola pública que passarem para a segunda fase contarão com adição de mais 90 pontos na prova de redação e outros 90 nas provas dissertativas. Candidatos de escola pública que se autodeclararem pretos, pardos ou indígenas terão mais 30 pontos na segunda fase, além dos 90, totalizando 120 pontos.

A bonificação para a primeira fase (60 ou 60 + 20 pontos) será aplicada para o fim de classificação visando à realização da segunda fase. A nova pontuação, representa 16,2% (escola pública) e 21,6% (escola pública + autodeclaração de cor/etnia) da nota final média no vestibular.

Antes das mudanças aprovadas pelo Consu essa semana, o PAAIS estabelecia bonificação de 60 pontos apenas após a segunda fase, no caso de candidatos oriundos de escola pública, e de 80 pontos (60 + 20 pontos) no caso de candidatos autodeclarados pretos, pardos ou indígenas e oriundos de escola pública.

Ampla discussão


A mudança no PAAIS, que objetiva ampliar a inclusão social nos cursos de graduação, é fruto de longa discussão no âmbito da Universidade, que envolveu representantes da comunidade acadêmica, incluindo docentes, representantes discentes e servidores, além de diversos movimentos sociais. 

As alterações estabelecem a adição dos pontos do PAAIS já na primeira fase do vestibular, além do aumento do bônus na segunda fase. O PAAIS é válido para candidatos que tenham cursado integralmente o ensino médio em escolas da rede pública e está em vigor na Unicamp desde o Vestibular 2005. 

Com a nova pontuação, a expectativa da Universidade é aumentar o número de matriculados oriundos de escolas da rede pública de ensino e também de candidatos autodeclarados pretos, pardos ou indígenas já no próximo vestibular, cujas inscrições começarão em agosto deste ano. “Estamos bastante otimistas em relação à aprovação da mudança, pois os estudos e simulações feitos pela Comvest demonstram que devemos atingir a meta de inclusão estabelecida para a Unicamp”, afirmou o pró-reitor de graduação, Luís Alberto Magna.

Magna refere-se à meta aprovada pelo Consu em 2013 que prevê que em 2017, 50% das matrículas na Unicamp sejam de candidatos oriundos de escolas públicas e destes, 35% sejam estudantes autodeclarados pretos, pardos ou indígenas. Conforme explicou o pró-reitor de graduação da Unicamp, o assunto foi inserido nas discussões do Consu logo no início da atual gestão, por meio de uma minuta de deliberação elaborada pela Pró-Reitoria de Graduação e que originou a criação de um Grupo de Trabalho (GT) específico para discutir de qual maneira a Unicamp poderia aumentar a inclusão social em seus cursos de graduação. 

Vários subgrupos dentro do GT passaram a discutir as possibilidades para viabilizar o cumprimento das metas de inclusão. “Desde a implantação do GT, já sabíamos que o desempenho dos egressos bonificados pelo PAAIS sempre foi igual ou até melhor em alguns cursos quando comparado ao dos demais estudantes. Assim, a primeira iniciativa, mesmo antes de qualquer simulação concluída, foi a indicação para que o bônus do PAAIS na nota do vestibular fosse duplicado logo no Vestibular 2014”, disse. O PAAIS passou, então, de 30 ou 40 pontos a mais na nota final dos candidatos de escola pública e de escola pública autodeclarados pretos, pardos ou indígenas, para 60 ou 80 pontos respectivamente.

Ao longo de dois anos de discussão, estudos da coordenadoria de pesquisa e estatística da Comvest – Comissão Permanente para os Vestibulares – permearam o trabalho do GT, além de eventos sediados pela Universidade. “Promovemos diversas discussões, que extrapolaram os trabalhos do GT, além disso, as reuniões do grupo foram abertas ao comparecimento de representantes de movimentos sociais”, frisou Magna.

Nesse contexto, o papel do subgrupo responsável pelas simulações foi fundamental, na medida em que subsidiou as discussões e dimensionou qual aumento do bônus poderia realmente impactar no aumento do número de candidatos de escola pública e autodeclarados pretos, pardos ou indígenas.

Foram basicamente duas as conclusões que os estudos a partir dos dados da Comvest demonstraram: em primeiro lugar, com o bônus somente aplicado na segunda fase do vestibular, haveria um limite de crescimento muito próximo de se esgotar. Em segundo lugar, seria possível inserir o bônus na primeira fase sem que fosse alterado seu fundamento. 

“O PAAIS sempre incidiu na primeira fase, mas só era efetivamente aplicado ao final do vestibular e, portanto, para quem superasse a primeira fase. O que fizemos foi distribuir o bônus entre a primeira fase, a redação e a segunda fase. Assim, não há nada de diferente no fundamento, pois o peso do bônus na nota da primeira fase não será alterado”, explicou Edmundo Capelas de Oliveira, coordenador-executivo da Comvest.

Capelas lembrou ainda, que além de fazer o bônus valer já na primeira fase, a medida aprovada pelo Consu também aumentou o valor do bônus para a segunda etapa do vestibular. “Tivemos muito cuidado ao fazer as projeções e agora serão dois incentivos para os candidatos de escola pública: um ânimo para saber que tem mais chance de aprovação na primeira fase e mais pontos na segunda fase”, afirmou.

“Como uma instituição de ensino superior reconhecida temos a obrigação de responder à sociedade formando profissionais qualificados e preparados, promovendo a inclusão sem deixar de lado a qualidade. Estamos otimistas em relação à medida, pois podemos fazer inclusão sem abandonar tal premissa”, concluiu Magna. 

Sobre o Programa

O PAAIS é o primeiro programa de ação afirmativa sem cotas implantado em uma universidade brasileira. Instituído em 2004, após aprovação no Consu, o PAAIS visa estimular o ingresso de estudantes da rede pública na Unicamp ao mesmo tempo em que estimula a diversidade étnica e cultural. Até 2014, a pontuação era de 30 pontos para egressos de escolas públicas e 40 pontos para egressos de escolas públicas autodeclarados pretos, pardos ou indígenas.

 

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